Hey, senhoras e senhores! Como vão vocês?
Espero que estejam tão bem quanto no ano passado
Quase nada mudou e não vencemos a copa
E sua esposa descobriu aquele seu filho bastardo
Mas, hoje estamos aqui para contar-vos uma estória
Sobre um velho que fazia do seu veículo comércio de duas rodas
Numa caixa de peixe fresco e um saquinho de limão
E que lamenta por seu pai com uma garrafa de cana na mão
Pra suportar a dor e a verdade
Não seja assim
Não quero sentar na porta de casa e
Esperar o dia ir
Tomar da preguiça o pedaço de vida que ela levou
Resolvemos devolver o realismo à canção
Para contar outra estória triste de nossa nação
Uma bela, quase moça, encontrou-se solitária
Carregando o peso da hipocrisia viciada
Que dominou seu já abandonado futuro
Poderia ser mais fácil enfrentar a indiferença
Seus pais só queria que o orgulho ficasse intacto
Remoldado a felicidade que a deixou pra trás
Nascendo de tudo isso uma dúvida
Quero te dar o meu futuro
E que meu sofrimento seja sua luz
Como um exemplo de vida carregando-me
Para quando encontrar a rejeição
Que me prometeu salvação atrás da porta.
Pra suportar a dor e a verdade
Não seja assim
Não quero sentar na porta de casa e
Esperar o dia ir
Tomar da preguiça o pedaço de vida que ela levou
(Iuri Andrade/Wilson Dui Rodrigues Filho)